Highslide for Wordpress Plugin

Praça Eugenio Latour Rio de Janeiro, RJ

Tel: (21) 2458-4551
Mensagem do pároco › 04/06/2014

Juventude: Sal e Luz

a um passo da luz[1]Nos dias de 2013 em que celebramos a JMJ, o nosso coração se enche de esperança e fé. Primeiro por sermos convidados, pelo Senhor, a viver essa hora, e segundo por podermos testemunhar a força do Evangelho nos nossos jovens. Com isso, segue, uma pequena reflexão sobre o “Mt 5 13-16”.

Lendo o texto: Mt 5,13 -16

13. Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que o salgaremos? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.
14Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte.
15Nem se acende uma lâmpada e se coloca debaixo do alqueire, mas no candelabro, e assim ela brilha para todos os que estão na casa.
16. Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

Leitura Divina

O Contexto
O texto de Mt 5,13,16 esta inserido no sermão da montanha do evangelho de Mateus, que fala sobre a ética cristã e esta logo após as bem-aventuranças, que serve como a chave de interpretação do texto.O objetivo é fundar uma sociedade, de homens novos, a partir do Evangelho, a partir de Cristo

Estrutura
No inicio, pode-se ler o texto a partir das metáforas. A primeira é o Sal, a segunda a luz, a terceira a cidade e a quarta a lâmpada. Que, se observadas atentamente percebe-se o paralelo entre as metáforas.

1- A primeira e mais detalhada: “vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Para nada mais serve senão para ser levado para fora e pisado pelos homens.” (v.13).
2- A segunda, é apenas mencionada: ”vós sois a luz do mundo” (V. 14).
3- A terceira introduz o ícone da cidade: “não se pode esconder uma cidade situada sobre o monte”. (v.14b)
4- A quarta é semelhante à primeira: “não se acende uma lâmpada e se coloca debaixo do Alqueire, mais na luminária e assim ela brilha para todos os que estão na casa” (v.15)
Por fim o v.16, que é a explicação da parábola. “Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus.”

As metáforas
O Sal tanto para o mundo antigo, como para o nosso tempo, tem a missão de dar sabor, de dar gosto a comida, e a qualidade de conservar os alimentos, impedindo que ele se perca.

É um dos ingredientes fundamentais a vida.

“Se o sal se tornar insosso” Do ponto de vista biológico é possível que o sal se torne sem sabor, no entanto é uma imagem absurda e forte: “se o sal não salga para que serve?”. Um discípulo que não fermenta não tem sentido de existir. Seja quem você é mesmo que seja em contraste com o ambiente que você está.

A luz é a segunda imagem, e é de grande responsabilidade, pois Jesus é a luz do Mundo. É Nele que o discípulo deve se basear.

A luz está unida a imagem da cidade, essa deve ser bela e iluminada e sua localização sobre o monte a colocar em evidencia. Assim deve ser o discípulo, não buscar o resultado de suas ações, mas ser um sinal sobre a montanha.

A lâmpada, a luz que brilha dentro da casa, não pode ser colocada debaixo do alqueirem, uma espécie de mesa pequena, ela deve ser colocada em lugar de destaque para iluminar toda a casa. Vejamos a universidade da Missão. Ser luz para toda a casa e sal para toda a Terra.

Palavra Chave
No v.16 tem-se a resposta. ” Brilha do mesmo modo a vossa luz diante dos homens”. Brilhar faz parte da natureza da luz, o discípulo que é coerente com sua natureza brilha. A luz produz fruto, glorifica a Deus e transparece o fruto do Espírito.

Em concreto, qual o significado do ser, sal, luz, cidade, lâmpadas: significa realizar boas obras.Boas obras e a palavra chave de toda a parábola. Descobre-se o discípulo por suas obras.

Meditação
A luz resplandece em meio as perseguições. Jesus fala de obras boas que resplandece no ser humano mediante as perseguições. E nesse contexto que o discípulo, a Igreja, o Jovem Cristão dá testemunho de Cristo, reproduzindo as boas obras do Evangelho. Numa sociedade, pagã, o Jovem Cristão, é sal e luz, quando, mesmo sendo reprovado socialmente, Brilha como uma cidade sobre o Monte. Resplandecendo em uma sociedade que o reprova, o ignora. O jovem discípulo vive a santidade com humildade e serenidade.

As boas obras constituem a primeira ação missionária. O comportamento do jovem cristão é a primeira atitude missionária. E o missionário é fonte, de paz, amor, perdão.

O jovem cristão-missionário está atento ao que é contrário ao fruto do Espírito, ou seja,tudo o que afasta das boas obras. Ao contrário busca o que edifica e santifica, buscando uma vida configurada a de Cristo. Em um mundo plural, o jovem cristão, vive a partir do evangelho e faz ser notado como luz que ilumina todos da casa, interior e exterior.

Termino com uma prece: Adorar-te Senhor, como principio o fundamento de minha vida. Senhor do meu coração, e em ti deposito esperança. Amém

Proposta de Leitura:
Juventude: crises, cruzes e luzes. Pe. Zezinho. Paulinas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *