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Mensagem do pároco › 07/04/2016

Cantemos as Misericórdias do Senhor

Jesus Misericordioso“Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação (2 Cor 1,3), que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou: estando nós mortos pelos nossos pecados, deu-nos a vida em Cristo (…) e com Ele nos ressuscitou e nos fez sentar lá nos Céus com Jesus Cristo (Ef 2, 4-6)”.

E com estes sentimentos e desejos que vos convido, a viver com verdadeiro Amor e alegria o Jubileu extraordinário da Misericórdia proclamado pelo Papa Francisco e inaugurado no dia 08 de dezembro de 2015, solenidade de nossa senhora da conceição, com a abertura da porta santa da basílica de São Pedro no Vaticano e será concluído no dia 20 de novembro de 2016 na solenidade de Cristo Rei do universo. Duas festas litúrgica que revelam o rosto da misericórdia de Deus, a humana e a divina.

Nesse tempo de graça somos convocados pela Igreja a fixar o olhar no rosto no mistério da misericórdia de Deus que é fonte de alegria, serenidade e paz[1]. Para isso, olhemos os ensinamentos da Sagrada Escritura, que cantam um maravilhoso hino à misericórdia divina. Contemplando de modo especial em Cristo “Jesus, rosto da misericórdia do Pai[2]. A vida e os ensinamentos de Jesus nos ajudam a perceber que o caminho da misericórdia nos leva a um conhecimento mais profundo do agir de Divino.

As Sagradas Escrituras proclamam a misericórdia de Deus para com as Suas criaturas.  O Senhor é clemente e compassivo, lento para a ira e rico em misericórdia. O Senhor é bom para com todos, e a Sua misericórdia estende-se a todas as Suas obras (Salmos 144 [145] 8-9). E os profetas não se cansam de alertar: convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque é clemente e compassivo, lento para a ira e rico em misericórdia, e dói-Se com o mal que se faz (Joel 2, 13). O auge do Antigo Testamento está em Oséias que proclama: Misericórdia quero, e não sacrifícios ( Os 6,6 ).

Na Última Ceia, o Senhor Jesus cantou – segundo a tradição judaica – o Grande Hallel ou o grande canto de louvor, um Salmo que enumera as maravilhas realizadas por Deus na Criação e na História. E no final de cada versículo, repetem-se como um estribilho as seguintes palavras: porque a Sua misericórdia é eterna (Salmo 135 [136]).«Em virtude da misericórdia, todos os acontecimentos do Antigo Testamento aparecem cheios dum valor salvífico profundo»[3]

E esta qualidade manifesta-se também em plenitude no Novo Testamento, mediante a encarnação redentora do Filho de Deus. O próprio Jesus, ao oferecer a Sua vida no Sacrifício cruento da Cruz, ao instituir a Eucaristia e os outros sacramentos, constituiu esse ato supremo de Amor como conteúdo fundamental da misericórdia divina.

Nos Evangelhos a compaixão e a compreensão de Jesus Cristo para com a humanidade, desde o Seu nascimento em Belém até o Seu Calvário em Jerusalém.

A misericórdia de Deus é revelada em tantos momentos:

– Quando curava os doentes…
– Libertava os endemoninhados…
– Quando alimentava as multidões famintas…
– Quando ensinava…
– Quando ia ao encontro dos pecadores arrependidos e lhes perdoava…
– Quando escolhia os discípulos…
– Quando os repreendia com palavras ou com o olhar…
– Quando enviava os apóstolos para evangelizar…
– Quando nos deu a Sua Mãe para ser nossa Mãe…
– Quando nos enviou o Espírito Santo…
– Quando morreu na Cruz…
– Quando ressuscitou… etc…

Em qualquer das Suas obras e palavras, o Senhor mostra com clareza o rosto clemente de Deus Pai.

São Paulo afirma que por misericórdia, Cristo tomou sobre Si nossos pecados e ofereceu-Se uma vez para apagar os pecados de muitos (Hebreus 9,28). E ninguém, mais do que Marian nossa Mae santíssima, abraçou a obra de misericórdia de Deus e a manifestou ao mundo. Com o Magníficat, profetizou: A Sua Misericórdia se estende de geração em Geração (Lc 1,50).

Nós, como nossa Senhora. Fazemos parte destas gerações que cantam as misericórdias de Deus.

Cantemos com alegria é fé as misericórdias do Senhor.

Frei Werlen Lopes da Silva
Pároco


[1] Papa Francisco, Bula Misericordiæ vultus, 11-IV-2015, n. 2

[2] Papa Francisco, Bula Misericordiæ vultus, 11-IV-2015, n. 1

[3] Papa Francisco, Bula Misericordiæ vultus, 11-IV-2015, n. 7

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